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DANÇA DO
VENTRE
A Dança do Ventre consiste em alguns
movimentos de vibrações, impacto,
ondulações e rotações que envolvem todo
o corpo.
O shimmy (vibração) de quadris é o
movimento mais conhecido, mas, na
realidade, o fundamento da dança do
ventre é o controle abdominal e o
isolamento das partes do corpo. Uma vez
que se atinge estes dois princípios
básicos, os movimentos acima citados
estendem-se às outras partes do corpo:
quadris, torso, ombros, braços, cabeça e
pescoço isolados ou em diversas
combinações.
Uma dança do ventre tradicional inclui
movimentos lateralizados e retos de
pescoço, quadris e torso, ondulações de
braços e mãos, tremidas suaves e rápidas
de ombros, seios e quadris, movimentos
circulares do torso com caídas e
acentuações emendadas com ondulações de
peito e abdômen. Movimentos vibratórios
de extensão e contração dos músculos
abdominais isolados ou combinados com os
pélvicos. As figuras "círculo" (início
da vida) e "oito" (infinidade da vida)
são amplamente usadas em diversas
dimensões, também isoladas ou em
combinações.
Não raro a bailarina sustenta o shimmy
de quadris e trabalha as outras partes
do corpo em uma dinâmica diferente, ou
apresenta uma vibração generalizada e
bem controlada de todo o corpo enquanto
cabeça, mãos e quadris acompanham a
dramaticidade e acentuações da música.
Além de todos os movimentos básicos, a
dança deve aflorar e ser acrescida de
giros, cambrées, espirais, trabalho de
chão. Apesar do nome dança do ventre,
podemos chamá-la de Dança do Corpo, pois
movimenta todo o corpo por dentro e por
fora. As pernas e pés, são usados,
entretanto apenas para a sustentação e o
deslocamento da bailarina, sem ênfase em
seus movimentos como se a bailarina
fosse uma serpente.
HISTÓRIA
A origem da Dança do Ventre remonta a tempos muito antigos, sobre os
quais existe muito pouca ou nenhuma documentação. Muitas lendas e
estórias envolve o seu surgimento.
Alguns autores afirmam que a Dança do Ventre teria suas origens nos
rituais religiosos do Antigo Egito, onde a dança era praticada como
forma de homenagear as divindades femininas associadas à
fertilidade. Ela teria sido mais tarde incorporada às festas
palacianas, e por fim conquistado também as classes mais inferiores.
Outra versão atribui o surgimento da Dança do Ventre aos rituais
Sumérios, a mais antiga civilização reconhecida historicamente.
Estes habitavam, junto com os semitas, a Mesopotâmia (região
asiática delimitada pelos vales férteis dos rios Tigre e Eufrates,
atual sul da Turquia, Síria e Iraque).
Durante o século 19, o
Oriente estava na moda. Muitos viajavam para os exóticos países e
ficavam fascinados pela diversidade cultural encontrada lá. Autores
e pintores descreveram seus encontros com bailarinas, que usavam seu
corpo de forma a chocar os expectadores ocidentais, educados na era
vitoriana. A dança foi vista na Europa pela primeira vez na Mostra
Mundial de Paris ,em 1889; foram trazidos diversos artistas de rua
algerianos para se apresentar dentro da mostra. No meio deles, havia
alguns dançarinos, não como os de hoje, que estavam apropriadamente
vestidos com costumes típicos. Este espetáculo interessou ao
“American Sol Bloom”, que levou-os para a Exibição Mundial de
Chicado em 1893. Uma das dançarinas da troupe ficou na América e,
mais tarde, tornou-se a conhecida dançarina “Little Egypt”. O termo,
em francês, “danse du ventre”, foi traduzido para dança do ventre,
nome pelo qual hoje a dança é conhecida. A dança logo se tornou
“burlesca” e ganhou má reputação; até hoje as amantes dessa arte
lutam para retirar esse rótulo e colocá-la numa posição privilegiada
ao lado de outras formas de arte.
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